ENCONTRO GRATUITO DEBATE A PRESENÇA NEGRA NA ACADEMIA JURÍDICA E NA LIDERANÇA DO SISTEMA DE JUSTIÇA
A Faculdade Baiana de Direito e a REAGE (Rede de Articulação pela Geração da Renda Preta) realizam, no dia 10 de novembro, o I Fórum de Lideranças Negras no Direito. O encontro acontece das 8h às 12h30, no auditório da Faculdade, e dedica uma manhã inteira ao debate sobre o lugar de juristas negros e negras na formação jurídica e nas carreiras do sistema de justiça.
Em um estado de maioria negra como a Bahia, a composição de cátedras, tribunais, promotorias e cargos de direção ainda está distante de refletir a sociedade a que esses espaços servem. O Fórum parte dessa constatação para dar visibilidade a trajetórias de quem chegou a posições de liderança e para discutir os caminhos institucionais que podem ampliar essa presença nas próximas gerações.
A abertura institucional fica a cargo de Fredie Didier Jr., Diretor-Geral da Faculdade Baiana de Direito, e de Aristóteles Moreira Filho e Cleber Lázaro Julião Costa, diretores da REAGE. Em seguida, o evento presta homenagem à desembargadora federal aposentada Neuza Maria Alves da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, referência de liderança negra feminina no Poder Judiciário Federal.
A programação se organiza em três painéis. O primeiro, “A presença negra na academia jurídica”, reúne Roberto de Almeida Borges Gomes, promotor de Justiça do MPBA e professor da Baiana; Sara Sacramento, advogada e conselheira do Conselho Estadual de Proteção aos Direitos Humanos da Bahia; Jonata Wiliam Sousa da Silva, diretor executivo da Escola Superior de Advocacia da OAB/BA; Samuel Santana Vida, coordenador do Programa Direito e Relações Raciais da UFBA; e Misael França, professor da UFBA e analista jurídico do MPF.
No segundo painel, “Trajetórias de liderança no sistema de justiça”, a homenageada Neuza Maria Alves da Silva divide a mesa com Saulo Murilo de Oliveira Mattos, promotor de Justiça do MPBA e professor da Baiana, e com o desembargador Lidivaldo Reaiche Raimundo Britto, presidente da Comissão Permanente de Igualdade, Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos Humanos do TJBA.
O terceiro painel, “Diversidade institucional e transformação do sistema de justiça”, conta com Lívia Maria Santana e Sant’Ana Vaz, promotora de Justiça de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa do MPBA; Flávio Daltro, advogado e diretor da REAGE; e Lorena Narciso, procuradora da Fazenda Nacional e integrante do Comitê de Diversidade e Inclusão da AGU.
O encerramento traz a conferência “Abrir caminhos: testemunho de uma trajetória negra na academia, no poder e no Direito”, com Edvaldo Pereira de Brito, professor emérito da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, livre-docente e doutor em Direito pela USP.
